
Onde está o sentido da vida?
Talvez seja essa a principal pergunta que nos fazemos! Um questionamento existencial para o qual buscamos uma resposta e uma realização. Dos muitos aspectos que poderíamos falar sobre este tema, queremos trazer para reflexão o fato de que o sentido da vida não mora dentro do ser humano, pelo contrário, ele está fora. Dessa forma, o grande desafio é buscar o sentido da vida que está fora de si próprio.
Existe um medo que nos ronda: o de não nos percebemos fazendo algo que transforme a vida das pessoas ou transforme o mundo em um lugar melhor. Um forte indicador de que estamos propensos a cair em um vazio existencial é quanto nos fechamos em nós mesmo, não querendo saber de mais nada, ou de mais ninguém.
E note que isso tudo não depende tanto das oportunidades que se teve, do quanto de dinheiro se tem, do quanto de poder e de prazeres se pode desfrutar... Também não depende tanto da criação que se recebeu dos pais, das condições sociais, da família ou dos amigos que se tem. Tudo isso pode estar perfeito na vida de alguém... e mesmo assim, essa mesma pessoa pode chegar a determinado momento, em que vai olhar para os lados, para as coisas que adquiriu, para o seu dia-a-dia... e vai se perceber vivendo uma vida sem sentido.
Aliás, diferente dos animais que se contentam com o básico para viver, o ser humano pode ter tudo, todo o poder, todo o dinheiro... e mesmo assim ter um gigantesco vazio existencial dentro de si, o qual as coisas materiais por si só não são capazes de preencher.
Por outro lado, quando uma pessoa não foca somente em si mesma, mas se oferta para o outro, se doa para uma causa, para uma missão, para alguém... Ela sai ganhando muito com isso! Primeiramente, porque revela uma grande maturidade humana ao compartilhar sua vida por algo ou com alguém; e principalmente por estar colocando seus valores em prática, está dessa forma vivenciando o sentido da vida.
Então, faça o exercício de se questionar:
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A minha vida tem tornado a vida de alguém melhor?
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Como eu posso fazer a diferença?
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Existe alguma pessoa na minha vida que está precisando da minha dedicação, do meu amor?
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Quais projetos/causas/instituições/campanhas eu tenho condições de ajudar?
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Qual das minhas habilidades eu posso colocar a serviço de quem precisa?
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Quais conhecimentos eu posso compartilhar?
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Para quem posso transmitir meus valores?
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O que eu admiro nas pessoas que tornam o mundo melhor?
Então quer dizer que quanto mais eu compartilho minha vida com os outros, mais eu saio ganhando? Embora na matemática essa conta talvez não feche, na Psicologia Existencial entendemos que sim! Pois as pessoas que se fecham em si mesmas, que alimentam atitudes egoístas, são pessoas que tendem muito mais à inveja, ao ciúme, a se achar o centro das atenções, a desperdiçarem tempo e energia reparando e falando mal dos outros... e isso acaba lhes causando ainda mais fechamento e sofrimento, mesmo que muitas vezes a pessoa não perceba.
Já aquele que amplia as suas ações, e sua dedicação torna a vida de alguém, ou o mundo melhor, essa pessoa ganha qualidade de vida e realização de sentido para sua vida. “Eu não faço para o outro porque, necessariamente, ele mereça; faço para o outro, porque o outro precisa da minha ajuda”.
Talvez essa seja uma das capacidades e potencialidades mais humanas que nós temos! Por isso, compartilhe essa mensagem com as pessoas que tornam sua vida com mais sentido!
Cristian Ericksson Colovini
Psicólogo – CRP 07/21537
